sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PERGAMINHO N.6 . VISAO PROFECTICA







FINAL N.5
A certeza de que acontecimentos importantes ainda deverão ser relatados neste rolo, fez-me 
reservar um espaço, no qual registrarei, dia após dia, os fatos, até a consumação desta história que 
estamos vivendo. 



Rosh Hashaná! Esse foi o dia mais feliz de minha vida, pois meus braços puderam receber o
filho da promessa. A primeira coisa que fiz, foi colocar-lhe em sua mãozinha direita a segunda
pérola que o Messias deu a Sara no dia de sua conversão; Ele a segurou com firmeza, alegrando-nos
com a certeza de que viverá para sempre ao nosso lado.
Dois dias antes do Yom Kipur, Isaque foi circuncidado, conforme a ordem do Eterno.



Desde que os pastores começaram a tocar seus chifres em Rosh Hashanah, todos aqueles que
possuem pérolas do vaso, deixaram suas tendas, dirigindo-se em pequenos grupos, para junto do
Carvalho de Mambré.

Ao chegar o Yom Kipur, o dia da reunião solene, meus pastores informaram-me que todos
aqueles que haviam recebido as pérolas, haviam comparecido ao encontro, não faltando nenhuma
pessoa. É maravilhoso ver a alegria estampada no semblante de toda essa multidão que anseia pela
subida à Salém. Todos trazem uma história para contar, de como foram vitoriosos sobre tantos
desafios e provações. Todos estão felizes com a expectativa da subida à Salém para a festa de Sukot.
No primeiro dia da festa de Sukot, a multidão foi subdividida em pequenos grupos de doze
pessoas, para subirmos em ordem à Salém.

Tendo sobre os ombros o vaso com o rolo, posicionei-me à frente da multidão, sendo seguido
por Sara e Isaque que vinham montados num camelo; Logo atrás vinha Ló e suas filhas; um pouco
atrás, os trezentos pastores seguidos por todos os fiéis.

Iniciávamos nossa escalada quando, acompanhado por todos os seus súditos, surgiu
Melquisedeque vindo ao nosso encontro, fazendo vibrar pelos ares o som festivo de muitos
instrumentos musicais, comemorando a grande vitória.

Depois de saudar-nos, o filho de Adonias conduziu-nos numa marcha festiva até adentrarmos
os portais de Salém, que encontra-se agora mais bonita que outrora.
Antes de iniciar o banquete, Melquisedeque coroou todos os vencedores, enquanto as hostes de

Salém faziam soar seus instrumentos, comemorando a feliz vitória.

--------******-------- 
 Grande foi a alegria do rei de Salém quando entreguei-lhe o jarro com o manuscrito. Ao 
desenrolá-lo, fiquei surpreso ao ver sua atenção voltar-se para a última parte do rolo que ainda estava 
vazia. Como se estivesse lendo algo ali, ele me disse: 

-Abraão, de tudo o que você escreveu , nada me comove mais do que o relato que você 
registrará na última parte de seu manuscrito. 

Melquisedeque mostrou-me em seguida um rolo escrito por dentro e por fora, no qual escrevera 
naqueles seis anos a história do Universo, conforme revelações feitas a ele por um anjo. Tomando o 
meu manuscrito, ele o costurou ao seu formando um grande rolo. Tendo feito isto, enrolou-o 
cuidadosamente, colocando-o dentro do jarro. 

Ao chegar o oitavo dia da festa, num ato que surpreendeu a todos, o rei enalteceu o jarro, 
colocando-o sobre o seu trono. Ao ver o vaso que fora tão humilhado e rejeitado, agora glorificado 
em meio aos louvores de Salém, senti uma forte emoção e chorei; Era impossível olhar para ele, sem 
pensar no seu significado: era um perfeito símbolo do Messias prometido. Por intermédio dele, 
muitas vidas haviam sido libertas e transformadas, começando pela minha. Sem o dom daquele vaso, 
eu não teria hoje em meus braços meu querido Isaque pelo qual Sara e eu esperamos por tanto tempo. 
Depois de entronizar o jarro, o filho de Adonias, chamando-me para junto do trono, passou a 
honrar-me perante todos os fiéis; Tomando a caixinha de ouro na qual colocara as 144 pérolas do 
dízimo, ele colocou-a em minhas mãos, afirmando ser um presente seu para Isaque. Como se não 
bastasse, ele tomou o vaso que continha o valioso rolo e, colocando-o aos meus pés, disse que ele 
pertencia a mim e aos meus descendentes para sempre.  
Com o coração repleto de alegria, prostrei-me diante do rei que me oferecia tão precioso dom, 
estendendo-lhe as mãos com a caixinha das pérolas. Tomando-a de minhas mãos, ele a colocou 
dentro do jarro sob o rolo, reafirmando sua doação. 

Ao dirigir-me ao aposento naquela noite, tendo ao meu lado Sara, Isaque e o jarro com o seu 
tesouro, experimentava uma felicidade jamais sentida em toda a minha vida. Como me era difícil 
pegar-me ao sono, fiquei acordado por longo tempo, imaginando o futuro de glória de Isaque e do 
jarro, cuja mensagem de amor, justiça e paz, levaria esperança aos meus descendentes por todas as 
gerações, até a vinda do Messias. Imaginando esse futuro feliz adormeci e tive um sonho no qual 
muito sofri. No sonho, o Eterno apareceu-me e disse: 

-Abraão, toma agora o jarro o qual tanto amas, e leva-o ao Mar Salgado, onde lhe mostrarei 
uma caverna na qual você o ocultará. 
Depois de dar-me esta ordem, o Eterno entregou-me uma machadinha e um manto de linho, 
com o qual envolvi o vaso. Comecei então uma dolorosa jornada, levando sobre os ombros aquele 
que simbolizava a concretização de todos as minhas esperanças. Quando cheguei à região norte do 
mar, fui conduzido para junto da caverna que deveria ocultar o jarro. Colocando-o sobre uma pedra, 
num gesto de despedida, passei a acariciá-lo, enquanto contemplava os adornos e inscrições que o 
embelezavam; O pensamento de que não mais o teria comigo, enchia-me de profunda tristeza. Meus 
olhos voltaram-se para a figura de Melquisedeque que inclinava-se para receber recebê-lo repleto de 
jóias. Derrepente a figura do rei começou a ganhar vida e movimento, e foi crescendo até que todo o 
jarro transformou-se num belo jovem que me olhava com amor. Pensei a princípio que fosse o rei de 
Salém, mas olhando para suas mãos, não encontrei as cicatrizes. Ao ver que seus olhos eram tão 
parecidos com os de Sara, perguntei-lhe o nome. Ele respondeu-me com um sorriso que era Isaque, o 
meu filho. 
Alegrava-me na presença de Isaque, quando a voz divina novamente soou-me aos ouvidos 
dizendo: 
 - Abraão, toma agora o teu filho a quem amas, e sacrifica-o com a machadinha que eu te 
dei(1) 
Aterrorizado ante a ordem divina, caí aos pés de Isaque, não encontrando forças nem coragem 
para realizar o terrível ato. Contudo, ele consolou-me, afirmando estar disposto a cumprir a vontade 
divina. Depois de terrível luta íntima, tomei a decisão de sacrificar meu filho. 
 Ao erguer-me, vi que Isaque contorcia-se em grande agonia, enquanto o seu corpo tornava-se 
coberto de chagas que cheiravam mal. Sentia desejo de socorrê-lo, curando-lhe as chagas, mas a voz 
insistia em sua ordem, para que eu o sacrificasse. Tomei então a machadinha e a ergui sobre o seu 
pescoço. Quando meus braços moviam-se para o golpe, um forte clarão nos iluminou, e senti que a 
machadinha não mais estava em minhas mãos. 

Ao erguer a fronte, me deparei com o peregrino que anunciara o nascimento de Isaque. Ele 
estava vestido com vestes brilhantes, de linho fino, branco e puro; Seu rosto brilhava como o sol, 
enquanto olhava-me com infinito amor. Abraçando-me, ele enxugou minhas lágrimas e disse: 
- Abraão, agora sei que você verdadeiramente me ama, porque não me negou nem o jarro nem 
o seu filho a quem você ama. Por causa desse amor, eu transformarei você no pai da fé, e muitos 
povos e nações se alegrarão na luz do rolo que lhe foi dado. 

Tendo dito estas palavras, o Peregrino encaminhando-se para Isaque que contorcia-se em dor, 
colocando as mãos sobre sua cabeça. Esse contato fez com que todas as impurezas que 
manifestavam-se em chagas purulentas no corpo de meu filho, se transferissem para o Seu corpo,  

enquanto a Sua glória era transferida para Isaque. Fiquei possuído por um misto de alívio e pesar - 
alívio por ver Isaque restaurado, mas aflito por contemplar o Messias opresso por tantas culpas. Por 
entre gemidos de dor ele afirmou: 

- Eu morrerei, para que Isaque e sua descendência possa ser justificada, redimida e 
glorificada perante Yahweh. 

Ao voltar-me para o meu filho que fora liberto, vi que seu lugar fora ocupado por doze jovens 
que se chamavam: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulon,José,Benjamim,Dã, Naftalí, Gad, 
Aser. Quando lhes apresentei o Peregrino sofredor, eles o menosprezaram por não verem nele 
nenhuma beleza que os atraíssem. Finalmente eles o conduziram como um cordeiro e o sacrificaram, 
lançando o seu corpo dentro daquela caverna.(2) 

Sobrevieram logo depois as trevas de uma longa noite, na qual fomos atacados por um grande 
exército que, depois de ferir-nos, arrancou-nos de nossa terra, espalhando-nos por entre as nações. 
Ali, todos os que nos encontravam nos humilhavam e perseguiam, acusando-nos da morte do 
Peregrino, e assim sofremos por toda a noite. Quando o dia estava quase raiando, sobreveio-nos o 
maior sofrimento, pois nossos inimigos, depois de uma pequena trégua, investiram sobre nós com a 
intenção de nos destruir completamente. O Eterno, contudo, bendito seja o Seu nome, teve 
compaixão de nós e nos libertou, reconduzindo-nos para a Terra Prometida. Mas mesmo ali não 
encontramos descanso, pois tínhamos de estar sempre atentos, defendendo-nos de muitos inimigos 
que procuravam nos destruir. 
 Cansados desses conflitos, nos aproximamos de nossos inimigos propondo uma aliança de paz; 
Quando o acordo estava prestes a se concretizar, um desentendimento envolveu-nos num conflito 
ainda maior. Enquanto ouvíamos gritos de todos os lados clamando contra nós, vimos baixar as 
trevas de mais uma escura noite. 
Angustiado, passamos a clamar ao Eterno, dizendo: - Até quando Senhor buscaremos a paz e 
não a acharemos?! Ansiamos pelo descanso que nos prometestes, mas somente encontramos o furor 
de nossos inimigos! Auxilia-nos Senhor! Até quando teremos de esperar?!

Enquanto clamava em minha angústia, o Senhor veio ao meu encontro e disse-me: 
- Abraão, olha para o céu e conta o número das estrelas. 
Ao olhar para o céu, vi que as estrelas moviam-se formando pequenos grupos de doze. Esses grupos por sua vez, 
juntavam-se de doze em doze, em formações perfeitas de 144 estrelas. Finalmente todo o céu cobriu-se por esses 
agrupamentos estelares: eram ao todo 40 grupos, somando um total de 5760 estrelas. 
Enquanto imaginava o que poderia significar o número daquelas estrelas, vi surgir no meio delas outra especial 
que foi aumentando em brilho e grandeza. A sua luz crescente, deu-me a certeza de que aquela noite seria finalmente 
vencida, e alcançaríamos um alvorecer de paz. 
A estrela de número 5761 continuou aumentando até que tornou-se do tamanho da Lua, e nela pude ler em letras 
muito brilhantes a palavra: Sábado, e abaixo, o nome de Israel. 
Quando os raios que emanavam das letras sagradas começaram a penetrar as trevas da noite, atraindo a atenção de 
muitos sobre a Terra, ventos fortes vindos do Norte começaram a soprar, trazendo pesadas e negras nuvens em direção da 
estrela. Formou-se um cerco de trevas, enquanto camadas sobre camadas de nuvens foram comprimindo a estrela que, 
sem forças para resistir, foi-se apagando até que mergulhou em completa escuridão. 
Com o coração aflito, continuei olhando na direção da estrela oculta, sem perder a esperança de que ela seria 
liberta das garras daquelas nuvens ameaçadoras. 
Em diferentes partes do céu escurecido pelas nuvens, começaram a surgir pontinhos de luz que foram se 
agrupando de sete em sete, até alcançarem o total de 483 estrelas. Sem temerem as ameaças das nuvens escuras, elas  foram-se aproximando mais e mais até formarem um anel de luz em torno da estrela opressa. O brilho dessas pequenas estrelas fez renascer a esperança de um livramento, e a estrela cativa emitiu por entre as nuvens um tênue raio de confiança. 

Ao estreitarem-se cada vez mais em torno da estrela escurecida, as 483 estrelas se fundiram finalmente a ela
comunicando-lhe sua luz. Nesse momento, um grande clarão tomou conta do céu, e todas as nuvens foram desfeitas, perdendo o seu domínio. A junção de todas essas estrelas, deu origem a uma estrela de incomensurável esplendor, semelhante ao Sol. Em forma de uma coroa que pairava sobre ela, podia-se ler: Yom Kipur - É chegado o Último Jubileu. 
Assim que surgiu no céu a estrela do Último Jubileu, veio ao nosso encontro um pequeno beduíno, carregando sobre os ombros um pesado jarro. Sua face estava marcada por uma grande luta, mas refletia a luz da estrela que lhe dava consolo e indizível alegria. Em seu jarro estava escrito em grandes letras o seguinte: “Caiu! Caiu a grande Babilônia! Sai dela povo meu! (3) 

Aproximando-se dos doze filhos de Israel, o pequeno beduíno saudou-os com um sorriso, e disse-lhes que viera de muito longe, trazendo-lhes uma mensagem e um presente da parte do Rei de Salém. Curiosos, mas ao mesmo tempo desconfiados, eles assentaram-se e ficaram esperando, enquanto o beduíno enfiava suas mãos no jarro.
 A primeira coisa que ele tirou dali foi um pequeno manuscrito com uma mensagem intitulada: O Último Jubileu: Um Texto Sobre 
Melquisedeque. Os doze olharam entre si surpresos, pois o título da carta estava relacionado com as palavras escritas na última estrela. Ansiosos por conhecerem o conteúdo do manuscrito, eles o tomaram e passaram a ler as seguintes palavras: 
 “Falarei sobre o Ano Jubileu, que encontra-se em Levítico 25:13. Nós lemos: Neste ano 
jubileu, tornará cada um à sua possessão”. Esta é uma parte do mandamento que cumprir-se-á nos 
últimos dias, no Período da Remissão, quando aqueles que estão em cativeiro serão libertos, 
conforme as palavras de Isaias: “O Senhor enviou-me para proclamar libertação aos cativos.”(3) 
O Libertador é o Messias, que foi prefigurado por Melquisedeque, rei de Salém. Ele era e 
sacerdote do Deus Altíssimo, e pronunciou uma benção sobre o nosso pai Abraão. 
Como Sumo Sacerdote, o Messias que é nosso eterno Melquisedeque, receberá por herança o 
domínio sobre todas as coisas, e Abraão tomará parte nesta herança. Não somente Abraão, como 
também sua descendência terá esse privilégio, quando ela se unir a Deus numa eterna aliança. 
Naquele tempo, o próprio Senhor será a herança e patrimônio de Seu povo. 
No último jubileu, Deus restaurará o Seu povo, e eles retornarão, cada um, ao seu patrimônio. 
A libertação referida na Lei do Jubileu deve ser entendida com o sentido de remissão de suas culpas 
, e não haverá mais punição para aqueles que forem justificados. Isto ocorrerá na última semana de 
uma série de setenta semanas de anos, envolvendo nove precedentes jubileus.(5) 
Ao chegar o Dia do Juízo do Último Jubileu, todos aqueles que se colocam do lado da justiça, 
terão suas culpas anuladas, ao passo que os injustos e maus colherão as conseqüências de tudo o 
que semearam, e encontrarão o seu fim. (6) 
Começará então o Ano do Favorável, do qual fala o profeta Isaias (61:2), que será marcado 
pelo Favor de Deus, pois o Rei da Justiça, Aquele que foi prefigurado por Melquisedeque, receberá 
o Seu domínio. Ele assentar-se-á entre as hostes santas no Céu, e executará várias sentenças de 
julgamentos, como foi predito por Davi: “Deus assentou-se em concílio entre os seres celestes, para 
realizar julgamento”.(7) Por meio desse julgamento, Israel será absolvido de suas culpas, e 
retornará ao seu lugar de eminência em meio aos povos. Esse retorno ocorrerá em cumprimento da 
Lei do Jubileu.  

Ao mesmo tempo em que a palavra “Favor” indica o triunfo dos filhos de Deus, ela aponta 
também para a destruição dos ímpios. Salmos 7: 9 e 10 faz referência a esse julgamento, dizendo: 
“Deus é o juiz dos povos. Põe fim à maldade dos ímpios e confirma o justo”. Serão desarraigados 
todos os filhos de Belial, aqueles que desafiam os estatutos de Deus, e pervertem a justiça. O futuro 
Rei da Justiça, que é Melquisedeque (o Messias) executará sobre eles a justiça de Deus, 
estabelecendo ao mesmo tempo os justos. Acompanhado pelos exércitos celestes, ele dará fim aos 
intentos dos ímpios, fazendo com que os filhos de Deus fiquem em eminência. 
O julgamento em questão é o mesmo Dia da Retribuição do qual fala o profeta Isaias: “Como 
são belos sobre os montes os pés daquele que proclama a paz (Shalom), o mensageiro que anuncia 
coisas boas, que faz ouvir a salvação; que diz a Sião: O teu Deus agora é aclamado Rei.”(8) A 
palavra paz (shalom) pode também ser lida como (shillum) que significa “retribuição”. 
O mensageiro prometido se manifestará no Último Jubileu, e proclamará a sua mensagem de 
paz, dizendo: “ O Senhor enviou-me para confortar todos os que choram.” (9) O conforto que ele 
trará, consistirá numa revelação das sucessivas eras da história do universo, desde o princípio da 
criação até o fim. Naquele tempo, os filhos de Belial se aliarão com o propósito de perverter toda a 
justiça, mas serão confundidos pelos julgamentos de Deus. 
 O reino de Deus em Sião, será estabelecido mediante a aliança que Melquisedeque ( o Rei da 
Justiça) fará com todos os justos , destruindo ao mesmo tempo os filhos de Belial. 
O mandamento do jubileu fala também de um forte som de trombeta que repercutirá por toda a 
terra, no dia dez do sétimo mês.(10) Aplicando-se aos últimos dias, isto se refere à uma poderosa 
manifestação divina que sacudirá o mundo, preparando-o para a Era Messiânica” (*) 
(*) O texto em destaque é uma tradução livre do manuscrito original encontrado na Gruta 
11 de Qunram, em janeiro de 1956, por beduínos da tribo de Taamireh. 


Depois de lerem com atenção as promessas contidas no pergaminho, os doze voltaram-se para o beduíno que, curvando-se sobre o jarro, tomou um grande rolo de pele de cordeiro, escrito por dentro e por fora. Antes de entregar  lhes, afirmou que a mensagem de consolo prometida no manuscrito que acabavam de ler, estava contida naquele rolo especial. Ao abrirem-no, vi que era o Livro de Melquisedeque, composto pelo manuscrito do rei de Salém e pelo meu. 
A leitura dos relatos ali contidos comoveu-os profundamente, levando-os a compreenderem que aquele a quem menosprezaram e entregaram para a morte, era o Messias prometido, o grande Melquisedeque que, em virtude de seu sacrifício, os libertara naquele Último Jubileu. Cheios de arrependimento, choraram amargamente, mas foram consolados pelas revelações contidas no manuscrito do rei, onde as sucessivas eras da história eram contadas em ricos detalhes, desde o princípio da criação até aquele tempo. 

Ao terminarem a leitura do Livro de Melquisedeque, os doze prostraram-se reverentes, e louvaram ao Eterno pelo consolo que lhes enviara, através de tão humilde mensageiro. 
Curvando-se sobre o jarro, o menino tomou uma caixinha de ouro ornamentada com pedras preciosas, na qual haviam 144 pérolas de variados tamanhos. Afirmando ser um presente de Melquisedeque para eles, o beduíno passou a distribuí-las, doze para cada, começando por Rúben. Aquelas pérolas simbolizavam a vitória que haviam alcançado mediante a concretização de uma nova e eterna aliança com o grande Melquisedeque, que é o Messias. 

Depois de louvarem ao Eterno pelas pérolas que selavam a vitória alcançada, os doze, num gesto de 
reconhecimento e gratidão, passaram a honrar o humilde beduíno que, por meio de lutas e sacrifícios, resgatara das trevas 
todos aqueles tesouros, para ofertar-lhes naquele Jubileu. Representando os seus irmãos, Rúben, o primogênito, tomou um de seus melhores mantos e cobriu o corpo desnudo do menino. Aquecido por aquele manto que simbolizava sua maior conquista, o beduíno emocionou-se ao ver que ele trazia, do lado de seu coração, um distintivo precioso, com a gravura de uma cruz vermelha da qual saiam raios dourados. Isto fez com que reconhecesse que toda aquela honra recebida,  pertencia ao Messias que resgatou-o das profundezas de uma caverna, conduzindo os seus passos através de caminhos 
perigosos e solitários, até que pudesse entregar aos filhos de Israel os tesouros contidos no jarro.

 Ele devia também aquela 
conquista aos seus três irmãos, sem os quais não teria encontrado aquele presente do rei de Salém. A lembrança de seus irmãos o fez chorar de saudade, e desejou muito beijar suas faces, compartilhando com eles toda a honra recebida
Num gesto surpreendente que consolou o coração do menino, Rúben tomou três de suas pérolas mais brilhantes e, colocando-as numa caixinha vermelha, entregou-as ao menino e disse: 
- Estas pérolas são para os seus irmãos. 
Logo depois surgiram ao longe a figura de três beduínos que caminhavam ao nosso encontro, trazendo jarros em seus ombros. 
Quando os viu, o menino alegrou-se ao descobrir que eram os seus irmãos. O mais velho tinha em seu jarro 
uma inscrição que dizia: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora de seu juízo.(11) O segundo trazia no vaso 
a mesma inscrição contida no jarro do menino, porém em letras menores e menos brilhantes: Caiu, caiu a Grande 
Babilônia!(12) O terceiro carregava um vaso um pouco maior que os dois anteriores, e nele estava escrita uma advertência: 

Se alguém adorar a besta ou a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do 
vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 

Abaixo desta advertência, em grandes letras lia-se o seguinte: Aqui está a 
perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé do Messias.(13) 
Quando eles viram o seu irmão mais novo em honra perante os filhos de Israel, correram ao seu encontro e 
prostraram-se, depondo os seus jarros aos seus pés. Em grande pranto revelaram o seu arrependimento pelo desprezo e sofrimentos pelos quais o fizeram passar. O pequeno beduíno inclinando-se para os seus irmãos com amor, beijou-lhes as faces, e falou-lhes que tudo o que lhes acontecera, fora para o bem. 

Depois de consolarem-se, os filhos de Israel prepararam um banquete em homenagem ao pequeno beduíno e aos seus irmãos. No banquete o rolo foi mais uma vez aberto, e todos alegraram-se com sua mensagem. Quando estavam quase ao fim da festa, o menino honrou os seus irmãos na presença de todos, dando-lhes as pérolas recebidas de Rúben.

 O mais velho recebeu a pérola menor, o do meio a pérola de tamanho médio, e o mais novo a maior. Eles ficaram felizes ao receberem aquelas jóias que simbolizavam sua vitória. 
Todos tinham agora suas pérolas, menos o menino, cuja alegria consistia em ver os filhos de Israel e seus irmãos enriquecidos pelos presentes do Rei. 
A maior e mais brilhante de todas as pérolas, contudo, Rúben separara para ele. 
Quando a recebeu, seu coração transbordou de indizível alegria, vendo nela o símbolo de seu triúnfo. Na pérola havia três inscrições:

 Melquisedeque, Eliahu Hanavi e Nova Jerusalém. 

Depois da festa, o pequeno beduíno procurou pelo seu jarro, e ficou surpreso ao encontrá-lo repleto de 
pérolas.Com muito esforço, tomou-o em seus braços, levando-o para junto de seus irmãos que tinham os seus jarros vazios. Começando pelo primogênito, ele foi compartilhando o tesouro, até que todos os vasos se encheram com aquelas lindas pérolas. 

Renascidos pelo arrependimento e movidos pela gratidão, os três beduínos juntamente com os doze filhos de Israel, seguiram os passos do menino na realização de uma importante obra sobre a Terra: Sua missão seria abrir perante o mundo o Rolo de Melquisedeque, oferecendo a todos quantos aceitassem sua mensagem, aquelas pérolas que simbolizam a vida. 

Durante seis anos a humanidade teria a oportunidade de conhecer a mensagem do rolo, e as advertências escritas 
naqueles jarros, apossando-se das pérolas da salvação. Ao fim dos seis anos, os jarros se esvaziariam e o rolo seria fechado. 


Enquanto os anos da oportunidade se escoavam, multidões acorriam de todas as partes em busca da mensagem do rolo e das pérolas. Olhando para os céus, descobri que a cada novo ano que era representado por um dia da semana, uma nova estrela surgia ao lado da estrela do jubileu, iluminando cada vez mais a Terra com a sua glória. 


Ao fim dos seis anos de oportunidade, o mundo achava-se dividido em duas classes de pessoas: os possuidores das pérolas da salvação, que são chamados filhos de Deus, e os que rebelaram-se contra a mensagem do rolo, os filhos de Belial. Ao expirar-se o tempo da oportunidade, no momento em que as seis estrelas do jubileu enchiam toda a Terra com sua claridade, soou uma voz desde os céus, dizendo: 

Está Consumado! Quem é injusto , faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda, e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho, e esta comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o   
derradeiro, o princípio e o fim. Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras e todo o que ama e pratica a mentira.(14) 
Quando o Messias, que é Melquisedeque, proclamou o decreto, o rolo foi fechado, pois não havia mais pérolas nos jarros. Subitamente as seis estrelas se apagaram, mergulhando o mundo em completa escuridão. Surgiu então no céu uma estrela vermelha, cujos raios traziam luz e proteção para os filhos de Deus, ao passo que para os ímpios traziam trevas e sofrimento. Isto fez com que eles blasfemassem contra Deus, levantando-se contra os Seus redimidos. 

No momento mais difícil, quando as mãos dos ímpios pesavam sobre os justos prestes a destruí-los, a Terra foi sacudida por um grande terremoto.(15) Em meio às nuvens negras, surgiu o brilho de uma estrela que foi crescendo rapidamente, até cobrir todo o céu. Hozanas de vitória ecoaram por todas as partes, quando os remidos contemplaram a face do Messias que vinha em seu socorro, acompanhado pelos exércitos dos céus.Diante de sua presença majestosa, os ímpios fugiram, mas foram consumidos pelo fogo.(16) 

O Messias fez soar sua trombeta, e todos os justos mortos ressurgiram com corpos perfeitos e imortais. Logo depois, os justos vivos foram transformados, recebendo, igualmente, corpos incorruptíveis. Acompanhados pelos anjos, 
fomos arrebatados para o encontro com nosso Rei e Redentor nos ares. Ele nos recebeu com indizível alegria, e nos conduziu numa viagem inesquecível rumo à Nova e Eterna Jerusalém. (17) 
Ao entrarmos na Cidade Santa, ficamos deslumbrados diante de tantas maravilhas. Fomos conduzidos ao paraíso, onde fora preparado um grande banquete para nós Ali, diante ddo trono, em meio às hosanas angelicais, fomos coroados pelo Messias, recebendo um reino de paz que jamais findará.
 Enquanto desfrutava as delícias do Éden, acordei e vi que tudo fora um sonho. Levantando-me, tomei Isaque nos braços e, sentando-me do lado do jarro, os acariciei até o alvorecer, enquanto relembrava as cenas marcantes de meu sonho. 

Ao encontrar-me com Melquisedeque naquela manhã, desejei contar-lhe o meu sonho. Mas 
antes que eu lhe dissesse algo, ele fitou-me com um olhar muito parecido com o do Messias, e deu me uma ordem: 
-Abraão, toma agora o jarro que você tanto ama e leve-o ao Mar Salgado, onde lhe mostrarei 
uma caverna na qual você o esconderá.
Tomando uma machadinha e um manto de linho, o rei acompanhou-me até a caverna que eu 
vira no sonho, onde assentei-me para registrar estas últimas palavras. O rolo será agora lacrado, e 
será deixado no silêncio da caverna, e permanecerá oculto até que seja aberto perante as nações, no 
Último Jubileu. 



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