terça-feira, 21 de janeiro de 2014

PERGAMINHO N.9 PROMESSA DO MESSIAS



O Criador, todavia, não desistiria de 
procurálos pelos vales sombrios do reino da morte, até conquistar um povo arrependido. 



Adão e Eva, exaustos pela pressurosa fuga, esconderam-se por entre a folhagem de um pé de 
figueira. Reconhecendo sua nudez, procuraram fazer aventais cosendo aquelas folhas. Vestidos 
assim, julgaram poder livrar-se do sentimento de vergonha ante o Criador. 
Yahwéh, aproximando-Se do local onde o casal se escondia, perguntou: 

- Adão, onde estão vocês? 

Não podendo mais se ocultar de Deus, Adão ergueu-se juntamente com sua companheira e, 
cabisbaixos, apresentaram-se ao Criador, prostrando-se trêmulos a Seus pés. Não conseguiram 
encará-Lo mais, devido ao senso de culpa. 
O Criador, carinhosamente, tomou-os pelas mãos, erguendo-os do chão, e, com expressão de 
tristeza no semblante, perguntou-lhes:  
  
- Por que vocês fugiram de Mim? Acaso comeram do fruto da árvore da ciência do bem e do 
mal? 

Adão, todo trêmulo, com voz entrecortada por soluços de temor, respondeu: 

- A mulher que me deste por companheira, ela deu-me o fruto e eu comi. 

Com esta resposta, Adão procurava desculpar-se, lançando a culpa sobre sua esposa. 
Voltando-Se para Eva, Yahwéh indagou-lhe:

- Por que você fez isso? 


Eva prontamente respondeu-Lhe
- Aquela serpente me enganou e eu comi. 

Ambos não queriam reconhecer a culpa, lançando-a sobre outrem. Em suma, atribuíam ao 
Criador a responsabilidade por todo o mal praticado: "Por que concedera-lhes o livre-arbítrio?

 Por que criara a mulher? Por que criara a serpente?

Silente, Deus observava Seus filhos que, tímidos e desconcertados, permaneciam diante de Si. 
Com profunda tristeza, Ele previu que essa seria a experiência de incontáveis seres humanos no 
decorrer da história. Quantos haveriam de se perder por não reconhecerem a própria culpa!

 Quantos procurariam justificar-se, lançando seus erros sobre os outros e até mesmo sobre o Criador! 
Com palavras brandas, Yahwéh procurou fazê-los reconhecer sua culpa. Somente 
reconhecendo sua necessidade, poderiam ser ajudados. 

Olhando para as frágeis vestes tecidas por mãos pecadoras, disse ao casal: 
- Filhos, essas vestes são insuficientes, logo secando se desfarão. Vocês precisam de vestes 
duradouras, que possam cobrir vossa nudez, livrando-vos da condenação. Se vocês quiserem, Eu 
posso dar-lhes essa veste. 
Ante as palavras bondosas do Criador, que traziam esperança, o casal prostrou-se arrependido, 
despindo-se de suas ilusórias vestes, símbolos de seu fracasso. Almejavam agora as vestes da 
salvação, prometidas pelo divino Pai.

 -----*****----- 


Depois de contemplar Seus filhos que, arrependidos, jaziam a Seus pés, Yahwéh tomou-os 
carinhosamente pelas mãos e os levantou. Alegrava-Se em poder revelar ao homem caído o plano da redenção.

Com ternura, Deus passou a descerrar-lhes primeiramente os amargos resultados de sua queda, 
dizendo: "Filhos, vocês selaram o destino de toda a criação nas garras da morte. A desarmonia já 
permeia a natureza, procurando destruir nela todas as virtudes. O abismo no qual vocês imergiram pela desobediência é por demais profundo para que possam ser alcançados pelo meu poderoso braço. 


Assim, desligado da Fonte da Vida, não resta mais ao ser humano outra sorte além da morte." 
Depois de proferir estas palavras que revelavam uma triste sorte, Yahwéh convidou o casal a 
segui-Lo. Cabisbaixos, Adão e Eva, em pranto, seguiram o Criador em Seus passos de justiça, que 
encaminhavam-nos ao lugar da vergonhosa queda, onde supunham encontrar o doloroso fim. Nessa  
  dolorosa caminhada, soluçaram ao lembrar seu passado de glória desfeito pela ingratidão.
 
Como doía-lhes na alma a terrível expectativa de serem reduzidos, juntamente com a criação, a frias cinzas 
sob a escuridão daquela noite de pecado! 

Enquanto caminhavam, contemplavam através das lágrimas as belezas adormecidas banhadas 
pela luz de Deus. Viam os inocentes animais, que não tinham consciência da grande dor Subitamente, 
o casal se deteve, vencido por intenso pranto; seus vacilantes passos os haviam levado para junto de 
um cordeiro, o animalzinho mais querido. Seus olhinhos de meiguice haveriam também de se 
apagar?! 

Enxugando-lhes as lágrimas, Yahwéh ordenou-lhes tomar nos braços o inocente cordeiro. 
Envolvendo-o junto ao peito, acompanharam silentes os passos do Criador, até alcançarem o 
topo do monte Sião, lugar da vergonhosa queda. Contemplando ali os restos dos rubros frutos, com 
ímpeto lhes veio à mente a lembrança da sentença divina: "No dia em que dela comerdes, certamente 
morrereis."
 
O terrível momento chegara. O homem culpado deveria sorver o amargo cálice da morte, 
sucumbindo sem esperança. Consciente de sua perdição, o casal percebeu, com horror, que as mãos 
que os trouxeram para a vida empunhavam agora um cutelo pontiagudo de pedra. Trêmulos, 
prostraram-se e esperaram pelo cumprimento da justa sentença.

Enquanto emudecidos pelo medo, Adão e Eva aguardavam o golpe que os reduziria a pó, 
sentiram o toque macio das mãos divinas que os erguiam para uma nova vida. A condenação, 
contudo, haveria de recair sobre um substituto. 
Colocando nas mãos de Adão o cutelo, o Criador lhe disse: 
- O cordeiro morrerá em lugar de vocês.

Adão deveria sacrificá-lo. 
Assustado ante a ordem de Deus, o casal, em pranto, pôs-se a clamar: 
- Senhor, o cordeirinho não, ele é inocente! Com expressão de justiça, Yahwéh acrescentou: 
- Se ele não morrer, vocês não poderão ter as vestes das quais falei. 

Ante a insistência do Criador, Adão, todo tremulo, num esforço doloroso, cravou no peito do 
cordeirinho aquela aguda pedra. O golpe foi fatal, e o animalzinho, vertendo seu precioso sangue, 
mergulhou nas trevas de uma noite sem fim. 
Contemplando o cordeirinho inerte sobre a relva ensangüentada, o casal ergueu a voz e chorou. 
Começavam a compreender a enormidade de sua tragédia. Quão terrível era a morte! Ela, em seu 
poder, apagara toda a luz dos olhos do inocente animal. 
Inclinando-Se silente sobre o corpo inerte do cordeiro, Yahwéh tirou-lhe a pele revestida de 
branca lã e com ela fez túnicas para cobrir a nudez do casal. Após vesti-los perguntou-lhes com 
carinho: 
- Vocês entenderam o sentido de tudo isto? 

Em profunda reflexão, por entre soluços de reconhecimento e gratidão, o casal exclamou:

- Ele morreu em nosso lugar, para dar-nos suas vestes! 
Adão e Eva, embora compreendessem aquela realidade física, estavam longe de entender o 
significado daquele acontecimento. A eles o Criador revelaria o mistério do divino amor. 

 -----*****----- 

Com expressão de infinita misericórdia, Deus passou a revelar ao ser humano o sentido daquele 
doloroso sacrifício, dizendo: 
O inocente cordeirinho, que hoje padeceu, simboliza um homem que haverá de nascer. Em seus 
olhos haverá a mesma meiguice, o mesmo amor. Revestido por uma vida justa,
 como a branca lã que cobria o cordeiro, esse homem crescerá como um renovo sobre a Terra, não tendo nas mãos as algemas do pecado. Em sua aparência, esse homem não trará a pompa de um rei, por isso será desprezado por muitos. Será um homem de dores, pois cairá sobre si o peso de todas as provações. 

Em sua fidelidade ao reino da luz, esse homem lutará contra o inimigo usurpador, vencendo-o 
finalmente. Após triunfar em suas lutas, tomará sobre si o fardo de vossa condenação que lhe causará uma terrível morte. Ele será traspassado por causa da vossa rebelião e moído pelas vossas iniqüidades.

 Será oprimido e humilhado, mas não abrirá a sua boca, como o cordeirinho que hoje 
entregou-se pacificamente. Sucumbindo na morte, ele vos concederá os méritos de sua vitória. 
Envolvidos por suas vestes de justiça, estareis livres da condenação. A vida eterna alcançareis assim, mediante o sacrifício desse homem justo que haverá de nascer. 


Adão e Eva, que num misto de gratidão e dor ouviram a revelação de tão grande salvação, 
indagaram reverentes a respeito desse homem especial que em sua descendência haveria de surgir, a fim de cumprir tão imenso sacrifício. 

O Criador, olhando-os ternamente, movido por um amor que supera mesmo a morte, os 
envolveu num carinhoso abraço e revelou: 
- Eu serei esse Homem! 

Surpresos ante a declaração de Yahwéh, Adão e Eva ficaram imóveis, enquanto contemplavam 
o Seu meigo semblante. Compreendendo o significado do tremendo sacrifício, prostraram-se a Seus pés e com lágrimas clamaram: 

- Nós somos merecedores da morte Senhor, mas Tu és inocente e não deves sofrer em nosso 
lugar! 
Enxugando-lhes as lágrimas, Yahwéh com ternura lhes falou: 
- Meus filhos, Eu os amo com um eterno amor. Eu morrerei em lugar de vocês. 
Ante esta confirmação, o casal ergueu a voz numa lamentação dolorosa. Diziam: 
- Nós matamos o Criador! Nós matamos o Criador! 
Mas Deus passou a consolar o casal com palavras de esperança, dizendo: 
- Após sorver o cálice da eterna morte, Eu retomarei a vida e subirei ao céu. Intercederei ali 
pelo homem perdido, concedendo a todos aqueles que, arrependidos, aceitarem meu sacrifício, as 
vestes de minha vitória. Juntos, triunfaremos finalmente sobre o reino do pecado que se desfará em 
cinzas sob nossos pés. Criarei então um novo Céu e uma nova Terra, onde unicamente a justiça e o 
amor reinarão. Viveremos assim para sempre, num reino de perfeita harmonia e paz.  
 
 
 -----*****-----
 
O Criador, que acompanhado pelo casal permanecia ainda sobre o monte Sião, concluiu Suas 
revelações dizendo: "O jardim do Éden ficará agora vazio. O ser humano, durante a longa noite de 
pecado, vagueará em seu exílio. Não andará, contudo, sozinho: Yahwéh, também peregrino, trilhará 
com o homem toda a estrada espinhosa, até poderem juntos galgar o monte perdido, triunfando 
gloriosamente sobre o reino da morte. A árvore da ciência do bem e do mal monumento da rebeldia 
será então desfeita, dando lugar a uma árvore gloriosa que, unindo sua copa à árvore da vida, se 
tornará no arco comemorativo da grande vitória. Sobre o santo monte redimido, repousará então para 
sempre o torno universal, que pelos fiéis triunfantes será nomeado: o trono de Deus e do Cordeiro." 
Adão e sua companheira, após ouvirem palavras tão confortadoras e cheias de esperança, 
ergueram a voz num cântico de gratidão e louvor. Conheciam agora o infinito amor de seu Criador e 
estavam dispostos a servi-lo. 
Depois de consolar o casal, Deus levou-os para fora do Éden. Não lhes foi fácil se despedir 
daquele precioso lar; ali haviam despertado para a vida nos braços de Yahwéh; ali desfrutaram 
momentos de pura felicidade, em companhia do Criador, dos anjos e dos dóceis animais. Uma 
saudade infinita parecia envolver o casal em seus passos de abandono. 

 ------*****-----
 
Foi com espanto que Satã e seus súditos presenciaram a intervenção de Yahwéh. Ficaram 
abalados ante a surpreendente revelação do plano de resgate. Com raivosa frustração, 
compreenderam que, se de fato a promessa divina se concretizasse, não restaria nenhuma esperança. 
Depois de refletir sobre tudo o que acontecera, uma grande ira apossou-se de seu coração. Não 
estava disposto a reconhecer a redenção do ser humano. Faria todos os esforços para retê-lo, 
juntamente com o reino que lhe fora entregue. 
Quando o casal, acompanhado pelo Criador, alcançou o vale ferido pela morte, amanhecia. Ali 
Satã os enfrentou com fúria, numa tentativa de se apossar novamente do ser humano. O casal ficou 
trêmulo em face do inimigo, mas as mãos protetoras de Deus os acalmaram. 
Expressando no semblante a firmeza de uma justiça que é eterna, Yahwéh silenciou as ameaças 
do inimigo com as seguintes palavras: “O ser humano Me pertence, pois Eu o comprei com o meu 
sangue”. 

 -------*****------ 

Ao caminharem silentes junto ao Criador, Adão e Eva observavam com tristeza os sinais da 
morte estampados naquela natureza antes tão cheia de vida. As belas flores, que haviam 
desabrochado para exalar aromas eternos, pendiam agora murchas; os passarinhos, que com alegria 
os saudavam em cada alvorecer com os seus trinos, voavam agora distantes, fazendo soar tão tristes 
cantos! Tudo estava mudado na natureza. A ciência do bem e do mal não trouxera nenhum bem ao 
Universo, mas um intenso conflito espiritual e físico. 
Ante as conseqüências devastadoras de sua queda, o casal, vencido por uma indizível tristeza, 
prostrou-se arrependido e chorou amargamente. Deus, que também compungido pela dor 
contemplava o cenário desolador, procurou, com palavras de esperança, confortá-los. Falou-lhes 
sobre o novo Céu e a nova Terra que um dia criaria, onde a paz e o amor voltariam a reinar em cada 
coração. Ali viveriam sempre juntos, não trazendo na fronte as marcas da tristeza, mas coroas de 
eterna vitória. Ali enxugaria as lágrimas de suas faces e essas jamais voltariam a umedecer os seus 
olhos. 
Amparando Adão e Eva em seus passos, o Criador conduziu-os através de um vale ferido, até 
alcançarem o sopé de uma colina. Galgaram-na em lentos passos, enquanto trocavam palavras de 
ânimo e esperança. Seus pés alcançaram finalmente a relva macia que cobria o topo espaçoso daquela 
colina. Era sobre aquele lugar que o casal via a cada dia o sol declinar, banhando o céu e os vales de 
um vermelho vivo, como o sangue que jorrara do peito do cordeiro. 

Voltando-se para o lado oriental, o casal, num misto de dor e saudade, contemplou ao longe as 
paisagens que os envolveram naquele passado tão feliz. Ao divisarem o monte Sião, que majestoso 
erguia-se no meio do Éden, choraram ao lembrar da queda. Quão fracos tinham sido! 
O sol declinava em sua jornada, anunciando a chegada de mais uma triste noite - a primeira 
fora do paraíso. Num calmo gesto, Yahwéh, mostrando-lhes o vale sobranceiro à colina, falou-lhes 
com carinho: “Aqui será vossa provisória morada. Daqui podereis contemplar o paraíso que por 
algum tempo permanecerá na Terra, até ser recolhido ao seu lugar de origem, no seio da Jerusalém 
Celeste. Ali, protegido pela justiça, aguardará o alvorecer da vitória. Quando esse grande dia chegar, 
retornaremos juntos a Sião, onde seremos coroados em glória, num reino de eterna felicidade e paz”. 
Depois de dizer estas palavras, Deus ordenou ao casal que construísse naquele lugar um altar de 
pedras, sobre o qual a cada semana, na noite que antecede o sábado, deveriam imolar um cordeiro, 
pela memória de Seu sacrifício. Como sinal de Sua presença, e para a certeza de que seus pecados 
seriam perdoados, Ele acenderia um fogo sobre o altar, o qual duraria toda a noite, até consumir por 
completo a oferta do sacrifício. 

Para que o ser humano pudesse firmar sua fé sobre as verdades reveladas, e não na 
manifestação visível da pessoa do Criador, Ele haveria de permanecer invisível daquele momento em 
diante. Somente em ocasiões especiais, quando se fizesse necessário Sua aparição ou a de anjos para 
novas revelações e advertências, isto ocorreria. 
Contemplando os Seus filhos entristecidos naquele momento em que seriam deixados 
aparentemente sozinhos. Yahwéh disse-lhes com amor: "Filhos, embora vocês tenham de permanecer 
neste ambiente hostil, não precisam temer, pois Eu permanecerei ao lado de vocês. Serei um 
companheiro amigo nesta jornada; levarei sobre os meus ombros suas dores, seus anseios, suas lutas. 
Quando, tentados pelo inimigo, estiverem a ponto de ceder, poderão encontrar abrigo em meus 
braços, que sempre estarão estendidos para salvá-los e, se algum dia vocês não resistirem, e pela fúria 
do inimigo forem arrastados para as profundezas do abismo, não se desesperem julgando não haver 
esperança, pois Eu estarei ali para acudi-los com o meu perdão e força. Tenham sempre em mente o 
significado das vestes recebidas das minhas mãos, pois elas falam da redenção que ao homem 
pertence. Descansem filhos meus, nos meus braços de amor." 
Depois de consolar o casal com estas promessas, o Criador, vendo que estavam sonolentos pelo 
cansaço, os fez reclinar no Seu colo e, como de costume, acariciou-os docemente até adormecerem. 
Ao vê-los esquecidos em seu sono, Deus chorou ao prever o sofrimento que experimentariam ao 
acordar. 

 ----****----

Com o coração partido pela dor causada pôr aquela separação física, o Criador deixou o casal 
adormecido sobre a relva, depois de beijar-lhes as faces já marcadas pelo sofrimento. Sua luz 
dissipou-se ao tornar-Se invisível, dando lugar às trevas daquela primeira noite fora do paraíso.  
 
No subconsciente do casal começaram a desfilar sonhos coloridos de um passado feliz. 
Encontravam-se mais uma vez em meio às belezas do Éden, saciados pôr uma alegria eterna. 
Agradecidos pela vida, corriam pelos campos floridos, brincando com os animais.Com felicidade 
uniam as vozes aos anjos nos harmoniosos cânticos em louvor ao Criador. Tantas cenas lindas 
desfilavam em seu subconsciente, mas esses sonhos tornaram-se pesadelos, fazendo-os reviver sua 
tragédia. Agonizantes despertaram em meio à escuridão daquela primeira noite no exílio. 
Não conseguindo conciliar o sono, o casal permaneceu em pranto até ser consolado pelo 
alvorecer que revelou-lhes ao longe o saudoso paraíso. 
Deus, ainda que invisível, permanecia ao lado de Adão e Eva ali na colina. O sofrimento deles 
era o Seu sofrimento, como também a esperança de um dia retornarem vitoriosos a Sião. 

 ----****---
Ante o olhar contemplativo do Criador, revelava-se o futuro sombrio da humanidade. Com 
pesar, via incontáveis criaturas perecendo sem salvação, por rejeitarem o Seu amor. Lágrimas 
molharam a Sua face, ao antever o inimigo empregando toda astúcia a fim de reter os seres humanos 
sob seu domínio. 
Longa seria a noite do peecado, e renhida a batalha pela reconquista do reino perdido. O triunfo 
da luz requereria da parte de Deus um sacrifício imenso. Na pessoa do Messias, a seu tempo, ele 
nasceria entre os homens, com a missão de pagar o preço do resgate. Por meio dEle muitos seriam 
libertos das garras do inimigo: todos aqueles que O aceitassem como Salvador e Rei. Contra esses 
escolhidos, o inimigo arregimentaria todas as forças procurando fazê-los cair. 
Em sua visão do futuro, o Criador contemplou com alegria o triunfo final dos redimidos. 
Haviam sido extremamente provados, mas em tudo foram mais do que vencedores por meio dAquele 
que os redimiu das trevas para o reino da luz
 ----****---- 

Depois de antever os sofrimentos que adviriam da grande luta, Yahwéh estendeu o olhar pelas 
planícies cativas, contemplando ali as hostes rebeldes dispostas para a luta. O objetivo desses 
exércitos, era apossar-se novamente do ser humano, no qual estava selado o direito de domínio sobre 
o Universo. 
Contrária à natureza do Criador é a guerra, mas para defesa de Seus filhos, estava disposto a 
empregar o Seu poder. Sua força, contudo, somente seria empregada com justiça. Se o ser humano 
recusasse essa proteção oferecida mediante o sacrifício do Messias, Deus nada poderia fazer para 
impedir que o mesmo perecesse nas garras do inimigo. Adão e Eva, contudo, haviam se arrependido 
de seu grande pecado, recebendo pela misericórdia de Deus vestes de salvação, simbolizadas pelas 
peles do cordeiro sacrificado. 

 ----****---- 

Justificado pela entrega do casal, Yahwéh convocou Seus poderosos exércitos para a peleja. 
Em pronta obediência as hostes da luz irromperam pelo espaço sideral em direção à Terra, 
circundando qual forte muralha a colina, portadora daquele tesouro redimido pelo sangue do divino 
Rei. 

Ao ser humano fora conferido no Éden o dever de cuidar da natureza : preparavam canteiros 
para as flores; colhiam frutos para mantimento; dirigiam os animais em seu inocente viver, 
adestrando-os para que lhes fossem úteis. Essas ocupações tinham sido para eles fontes de
desenvolvimento e prazer. Agora, apesar das adversidades, deveriam continuar realizando esse dever. 
O trabalho em sí, realizado segundo as ordens do Criador, já anularia muitos ataques do inimigo. 
As primeiras ocupações do casal naquela manhã, trouxeram-lhes revelações do grande amor de 
Deus, até então desconhecidas. Ao reunirem as pedras para construção do altar, experimentaram a 
dor de feridas que jorram sangue, como também a fadiga que faz minar suor. Sentindo e 
contemplando tudo na própria carne, amaram mais o Salvador, para quem o altar construido 
prefigurava feridas maiores, que verteriam todo o Seu sangue, como também fadigas que minariam 
toda a seiva de Sua vida.
 
O olhar de saudade e de esperança do casal de agora em diante, jamais pousaria no Éden 
distante, sem discernir primeiro o altar dos sacrifícios. Esse altar, com suas manchas de suor e 
sangue, permaneceria como uma lembrança da dor e do sofrimento que, depois de umedecer os lábios 
dos seres humanos, transbordaria na taça do Criado .

 ----****---- 

Após contemplar pôr longo tempo o paraíso da eterna vida que estendia-se muito além daquele 
altar escuro de morte, o casal experimentou o doce alívio do descanso. 
Desejosos de conhecer as paisagens de seu novo lar, Adão e Eva, animados pela esperança, 
saíram a passear. Seus passos conduziram-nos por caminhos de sorrisos e de lágrimas; de encantos e 
desilusões; de flores que desabrochavam delicadas, banhadas em perfume, e de flores despetaladas, 
tombadas murchas e sem cheiro; de animais ainda dóceis e submissos e de animais inimigos, ferozes 
e ameaçadores.O casal discernia em seu passeio as divisas de dois mundos: o da luz e o das trevas; do 
amor e do egoísmo; da esperança e do desespero; da harmonia e da desarmonia; da vida e da morte. 
Essa visão encheu-lhes de tristeza e choraram longamente. Essa tristeza aumentaria ainda mais no 
futuro, quando descobrissem o aprofundamento dessas divisas no seio de sua descendência.

 ----****----
 
Seis arrebóis já haviam colorido os céus anunciando ao casal as noites escuras e frias que com 
seu manto de trevas desfazia todas as imagens vivas, menos a esperança de revê-las coloridas no 
alvorecer de luz.
 
Aproximava-se agora a hora do sacrifício, quando o rude altar, abrasado em sua justiça 
clamaria pôr sangue. Se não lhe oferecessem a oferta, explodiria com certeza, envolvendo todo o 
mundo com suas chamas; Já não haveria então alvorecer, nem esperança de Éden a florir. 
Quão precioso é o sangue! Sangue é vida; vida é luz! Para um ser aquela noite tornar-se-ia 
eterna, sem alvorecer! Esse ser deveria assumir a culpa de todo o mundo, dando o seu sangue ao rude 
altar. Quem se ofereceria? Quem verteria a seiva da vida, até ver a última estrela apagar-se em seu 
céu?! 

Adão e Eva depois de refletirem por longo tempo, contemplando o berço da morte construído 
pôr suas mãos, entreolharam-se inquietos com essa questão decisiva: Quem se oferecerá? Essa 
indagação nascida de sua culpa, fez vibrar no profundo de suas lembranças a voz do bendito Criador 
em Sua revelação de infinita bondade: -Eu os amo com um eterno amor; Eu morrerei em vosso 
lugar”. 

Agradecido, o casal prostrou-se reverentemente ante o sedento altar, vendo-o pela fé, saciado 
pelo dom do eterno amor.

Naquela tarde de sexta-feira, Deus submetia o ser humano a uma tremenda prova de fé. Eles 
tinham diante de si o altar de pedras, construído conforme a ordem divina, mas não havia nenhuma 
ovelha para o sacrifício. Em seu anseio, lembravam-se do Éden, onde havia muitos rebanhos. 
Ao verem o sol tombar no horizonte, Adão e Eva passaram a clamar a Deus por socorro, pois 
sabiam que somente um milagre poderia providenciar-lhes, naquele derradeiro momento, um 
cordeiro para o sacrifício.
 
Aos olhos dos habitantes do Universo, o grande milagre pelo qual o ser humano clamava, já se 
processava à quase uma semana: Guiado pelo Criador, um imaculado cordeiro deixara o Éden e 
seguira os rastros do casal em sua caminhada para o exílio. Em sua longa jornada, esse animalzinho 
teve de enfrentar muitos desafios e perigos, mas protegido e guiado por Yahwéh prosseguia em sua 
missão.
 
Quando as sombras do anoitecer começaram a envolver a colina, o casal que vivia tão dura 
prova de fé, discerniu um pontinho branco que saltitava no gramado vindo em direção deles. À 
medida em que se aproximava, aquele vulto parecia falar de esperança, de vida e calor. Ao verem que 
o grande milagre acontecera, correram ao encontro do cordeiro, envolvendo-o nos braços. Ele estava 
fatigado, mas não descansaria: daria descanso.Estava sedento, mas não beberia: daria de beber ao 
altar que clamava por sangue. Aquele cordeiro tinha vontade de viver nos braços do homem, mas 
morreria, para que esse pudesse viver nos braços de Deus. Era um perfeito simbolísmo do Redentor 
que deixaria Sua glória, vindo em busca do pecador. 

As trevas de mais uma noite prefigurativa baixaram lentamente envolvendo toda a natureza em 
sua prisão.Sua força, porém, seria quebrada diante do ser humano, pelo brilho de um fogo especial, 
aceso pelas mãos do divino perdão sobre o corpo sem vida do inocente cordeiro. 
Tudo estava preparado para o doloroso golpe: ato que apagaria daqueles olhinhos meigos a 
última estrela de vida, mergulhando-os na fria escuridão de uma eterna noite: escuridão que geraria 
luz; frio que geraria calor; morte que geraria vida - dons imerecidos; frutos do divino amor 
oferecidos às mãos pecadores, prestes a ferir. 
Em meio à silente noite o altar clama; o homem triste exclama, enquanto o cordeiro, mudo, não 
reclama ao ser estendido para a morte. 

As mãos que construíram o altar erguem-se agora, não para acariciar como outrora, mas para 
ferir, sangrando o preço do perdão. Só um gesto, nada mais, e a estrela se apagará para sempre dos 
olhos inocentes, fazendo brilhar na face culpada a luz da salvação. 

Adão, trêmulo hesita em compaixão. No cordeirinho manso e submisso, pronto a morrer em 
seu lugar, vê o Salvador prometido. Com o coração arrependido, num esforço doloroso, crava o 
cutelo de pedra no peito do animalzinho que perece em suas mãos sem sequer dar um gemido. 
O poder da noite imediatamente é quebrado pelo brilho do fogo da aceitação. Sua luz revela ao 
ser humano sua trágica condição: Vendo as mãos manchadas pelo sangue inocente, o casal sente-se 
culpado por aquela morte. Em pranto ajoelham-se ante o altar que já não lhes reclama sangue, mas 
oferece luz, aceitando o imerecido perdão. 

Erguendo-se, o casal contempla demoradamente o corpo ferido do pobre cordeirinho, sem 
poder agradecer-lhe pela riqueza concedida em troca de seu tão rude golpe. 
Banhados pela suave luz do sacrifício, Adão e sua companheira permanecem silentes a meditar, 
até serem vencidos por um profundo sono. Recostando-se ao solo coberto de relva macia, adormecem  
docemente sob os cálidos raios do perdão, certos de que seu brilho e calor perdurariam até serem as 
trevas daquele sábado desvanecidas completamente pelo fulgurante sol.
 
A luz do cordeiro, desde que fora acesa sobre o altar naquela noite, permanecia em constante 
guerra com as trevas. Por várias vezes crescia em brilho, afugentando para distante a fria escuridão, 
banhando a natureza com os seus raios de vida. Por vezes, as trevas trazendo o seu vento frio, quase 
bania por completo a chama. Essa, todavia, num grande esforço alimentava-se do sangue do cordeiro, 
lançando ao alto sua ardente chama, inundando de luz e calor tudo aquilo que havia ao redor. 

O conflito entre a luz nascida do sacrifício e as trevas naquela noite, descerravam aos fiéis do 
Universo muitas lições importantes - verdades que ocupariam suas mentes por toda a eternidade. 
Naquela chama, ora ardente em seu brilho, ora fustigada pelos ventos da noite, os fiéis viam uma 
representação do conflito milenar entre o bem e o mal; conflito que sem trégua se estenderia até o 
alvorecer eternal. Yahwéh, no penhor de Seu futuro sacrifício, acendera em meio das trevas, a luz da 
verdade, e essa seria mantida acesa no coração do ser humano, em virtude de Seu sangue que seria 
derramado para remissão da culpa. Contra essa luz, o inimigo arremessaria todos os ventos frios da 
maldade, banindo do coração de muitos o seu doce brilho. Quantos jazeriam perdidos por recusarem 
a luz do perdão divino, ficando envoltos pelas trevas da escura noite! 

Depois de longas horas de combate, surge no céu os sinais do amanhecer. A escuridão que com 
ira havia lançado seus ventos sobre a imorredoura chama procurando bani-la, torna-se confusa ante 
os sinais do amanhecer. O céu tingido de um vermelho vivo, faz lembrar o sangue que jorrara do 
peito do cordeiro para que a chama do perdão pudesse iluminar a noite humana. Em meio ao colorido 
de sangue, surge no horizonte o fulgurante sol, trazendo em seus aquecidos raios o sabor da vitória, 
envolvendo tudo com sua vida. O alvorecer em seu saudoso afeto, acaricia o distante paraíso, levando 
de seu amado seio em sua brisa matinal o aroma da saudade, numa mensagem de consolo e esperança 
às criaturas sofredoras do vale da morte. 
Banhados pelos cálidos raios e pela brisa da esperança, o casal desperta em mais um sábado, 
cujo simbolismo aponta para o descanso no reino de Deus, ao culminar o grande conflito entre a luz e 
as trevas.

Para além daquele altar coberto de cinzas, Adão e Eva contemplam demoradamente o saudoso 
paraíso. Ainda que distantes em seu exílio, alegram-se com a certeza de que o sacrifício do Messias 
fará raiar para eles o sábado dos sábados: aquele de lágrimas para sempre banidas; de sol sempre a 
brilhar num límpido céu; de cordeiros sempre vivos a brincar pelo gramado; dia sem anoitecer, 
quando não haverá mais altar coberto de sangue e cinsas. Suspiram por esse dia de glória, quando 
Deus Se fará eternamente visível, levando nas mãos as marcas de Seu infinito amor pelos Seus 
filhos. 

 ----****---- 

Antes da queda, o ser humano, assim como a todas as hostes celestiais, aprendia aos pés do 
Criador que com paciência ensinava-lhes os tesouros da sabedoria contidos no vasto compêndio da 
natureza.Tudo no Universo, desde o ínfimo átomo ao maior dos mundos, testificava em sua perfeita 
existência do caráter do divino Rei. Muitos ensinamentos, porém, permaneceram ocultos nas páginas 
desse grande livro no período que antecedeu à queda: Eram como as estrelas que, ocultas durante o 
dia, revelam seu brilho ao baixarem as sombras da noite. 
Tendo a natureza cativa, o inimigo, no intento de bloquear a revelação da Eterna Sabedoria, 
introduziu nela borrões de egoísmo, destruição, infelicidade e morte.

 Não sabia que esses borrões  
 fariam evidenciar na face da criação a profundidade da justiça e amor de Deus, levando os fiéis a 
amá-Lo e reverenciá-Lo ainda mais.Para o casal, assim como para todos os filhos da luz, a natureza 
ferida rompeu o seu véu, revelando novos aspectos da bondade do Criador ocultos até então. 
Adão e Eva que estavam acostumados às flores eternas no paraíso, aquelas que não as viram 
desabrochar, viam-nas agora surgirem em tenros botões, em meio às ameaças de espinhos prontos a 
ferirem. Essas tenras flores, sem importarem-se com os espinhos, exalavam perfumes suaves de 
louvor e gratidão, jamais se cansando de agradar o ambiente. Quando fustigada pelos ventos frios da 
noite, essas flores não se ressentiam, mas ofereciam seu aroma, que transformava a fúria dos ventos 
em brisas perfumadas de um alvorecer. 

Movidos por profunda gratidão, o casal acompanhava atentamente o ministério de amor 
daquelas flores que, jamais se cansavam de abençoar, oferecendo sua beleza e perfume como alívio 
para aqueles que eram feridos pelos rudes espinhos. 
Aquelas flores singelas e puras, depois de mostrar em sua curta vida que o perdão e o amor são 
mais fortes que todos os ventos e espinhos, num último esforço de comunicar alegria, exalavam seu 
perfume, tombando murchas e sem vida sobre o solo frio. Ali, esquecidas, transformavam-se em 
insignificante pó que era espalhado pelo vento. 
A morte das flores, ainda que parecesse fracasso, revelou ao casal o mistério do renascimento 
da vida: Morrendo, as flores davam vida aos frutos que, por sua vez, depois de servirem de alimento, 
doavam suas sementes cheias de vida. Na morte dessas sementes, renascia o milagre da vida, 
multiplicando as árvores com suas flores prontas a repetir o ensinamento do amor e do sacrifício. 
A natureza, portanto, embora maculada pelo pecado, revelava o mistério oculto do plano da 
redenção. Cada flor a desabrochar em meio aos espinhos, em sua curta vida de amor, era um símbolo 
do Salvador que nasceria entre os espinhos da maldade, para com o seu perfume consolar o coração 
dos aflitos. Semelhante à flor, o Messias depois de provar que o amor e o perdão são mais fortes que 
todos os ventos do ódio; que a verdade e a justiça do reino de Deus são maiores que todos os 
enganos e injustiças do reino do inimigo, verteria a seiva de sua vida, morrendo para redimir os 
culpados.

Consolados pelas revelações da natureza, Adão e sua companheira, alunos na escola do 
sofrimento, aprendiam a cada dia a amar mais o Salvador.Cresciam em sabedoria, humildade e 
santidade. Todas as virtudes destruídas pelo pecado, renasciam no coração. 
Com ânimo o casal dedicava-se ao labor edificante: plantavam jardins que pelo poder de Deus 
enchiam-se de perfumadas flores e deliciosos frutos. Seu lar no exílio tornava-se num refúgio para os 
animais perseguidos dos vales. 

A colina, sob a proteção dos anjos da luz, tornou-se numa miniatura do Éden distante. Entre os 
animais reunidos e domados com amor, haviam muitas ovelhas. Adão e Eva não conseguiam pousar 
os olhos sobre esses dóceis animais destinados ao sacrifício, sem provar no profundo da alma um 
misto de dor e gratidão. Na noite que antecedia cada sábado, Adão tinha, por ordem do Criador, de 
repetir o doloroso ato. Quanta amargura e arrependimento sobrevinham ao casal ao baixarem as 
trevas da noite do sacrifício! Quanto consolo lhes trazia a chama do perdão que jamais deixara de 
brilhar sobre o altar, naquelas noites prefigurativas! 
O decisivo valor do sacrifício, para que a vida pudesse florescer sob a proteção divina, levou o 
casal a valorizar imensamente o seu pequeno rebanho.Cada sexta-feira, contudo, passou a trazer  
  consigo, além da dor, uma inquietação: - Quem doará seu sangue ao altar quando a última ovelha 
perecer? 
Aos olhos 
do casal maravilhado, aconteceu enfim o milagre do amor, renovando-lhes a 
esperança de viverem outras semanas sob o brilho da chama do perdão: uma ovelha, a mais gorda 
delas, passou a sangrar como em sacrifício; De sua dor, nasceram-lhes quatro cordeiros.

Cheios de alegria e gratidão, Adão e Eva prostraram-se ante o Salvador invisível, tendo nas 
mãos aquelas novas criaturas que traziam em seus olhos a mesma meiguice e disposição para o 
sacrifício. 
Seguros de que novos milagres multiplicariam seus dias, o casal uniu sua voz como outrora, 
num cântico de gratidão e adoração ao Criador que, como os cordeiros nasceria também da dor para 
cumprir em sua vida o maior de todos os sacrifícios, para salvação da humanidade. 
 
 ----****---- 

Yahwéh, embora invisível aos olhos de Seus filhos humanos, permanecia bem próximo, 
acompanhado por um exército de anjos, em incansável ministério de cuidado e proteção.


 O casal estava inconsciente de que a doce calma e paz reinantes naquela colina, bem como toda a sua 
prosperidade, eram frutos de tão intensa luta. Se os seus olhos fossem abertos para as cenas que 
ocorriam invisíveis, ficariam tomados de espanto; Quão terrível era o inimigo e suas hostes em suas 
constantes investidas com o propósito de arruinar o ser humano, arrebatando-o das mãos do Criador. 
Vendo que o emprego da força não lhe redundaria em vitória, o inimigo em sua astúcia 
idealizou uma armadilha com a qual poderia enlaçar o casal. Reunindo os seus exércitos, revelou-lhes 
seus planos dizendo: 
- Ao ser humano foi ordenado sacrificar cordeiros, como símbolos do Salvador vindouro. Os 
tentaremos a olhar para esses símbolos como portadores de perdão e vida, fazendo-os aos poucos 
esquecer a realidade do sacrifício prometido por Deus. Será um processo lento, mas de segura 
vitória”. 
O Criador conhecendo o perigo dessa armadilha, entristeceu-se, pois ao olhar para o futuro, 
pode ver tantos filhos Seus sendo desviados do caminho da salvação. Quantos se apegariam aos 
símbolos julgando encontrar neles virtude! 

Sem comentários:

Enviar um comentário